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Face oeste do núcleo inicial do Setor Bancário Sul, voltada para
o público, no início do Eixo Rodoviário. A partir da
esquerda: prédio do Banco de Brasília (BRB); Ed. Sede III do Banco
do Brasil; prédios geminados da Caixa Econômica Federal e Ed. Seguradoras;
e Ed. Sede I do BB, 6-Out-2002.
Setor Bancário Sul
Calçadão, marquise, lojas, sobrelojas
11 Lateralmente a esse setor central de diversões,
e articulados a ele, encontram-se dois grandes núcleos destinados
exclusivamente ao comércio lojas e "magazins",
e dois setores distintos, o bancário-comercial, e o dos escritórios
para profissões liberais, representações e
empresas, onde foram localizados, respectivamente, o Banco do Brasil
e a sede dos Correios e Telégrafos. Estes núcleos
e setores são acessíveis aos automóveis diretamente
das respectivas pistas, e aos pedestres por calçadas sem
cruzamento (fig.
8), e dispõem de auto-portos para estacionamento em dois
níveis, e de acesso de serviço pelo subsolo correspondente
ao piso inferior da plataforma central. No setor dos bancos, tal
como no dos escritórios, previram-se três blocos altos
e quatro de menor altura, ligados entre si por extensa ala térrea
com sobreloja de modo a permitir intercomunicação
coberta e amplo espaço para instalação de agências
bancárias, agências de empresas, cafés, restaurantes,
etc. Em cada núcleo comercial, propõe-se uma seqüência
ordenada de blocos baixos e alongados e um maior, de igual altura
dos anteriores, todos interligados por um amplo corpo térreo
com lojas, sobrelojas e galerias. Dois braços elevados da
pista de contorno permitem, também aqui, acesso franco aos
pedestres.
Lúcio
Costa, Relatório
do Plano Piloto de Brasília
O núcleo inicial do Setor Bancário Sul foi concebido como um
vasto "calçadão" para pedestres com marquises, lojas
e sobrelojas formando extensas galerias de ligação entre os prédios
verticais.
A trânsito de veículos se dá por dois sistemas independentes:
- Em nível térreo (Eixo Rodoviário), para acesso do público,
circundando a área
- Em nível inferior, para acesso de serviço
(garagens, caminhões de entrega)
A implantação partiu do contorno a via de acesso do público,
que um aterro mantém em nível à medida em que o terreno
descai para leste deixando no centro o terreno já rebaixado, nivelado
e com os acessos inferiores pavimentados, pronto para receber as fundações
dos prédios que iriam preencher o quebra-cabeças.
Ligando o Eixo Rodoviário à face leste passagem para o Setor
de Autarquias Sul , foi implantada a praça-plataforma central, desimpedida,
encabeçada pelo Ed. Sede I do Banco do Brasil, com sua extensa marquise.
A área pública dos dois lados com as galerias de lojas, sobrelojas,
marquises seria o piso externo dos próprios prédios (laje dos
subsolos), que para isso seguiriam uma série de especificações,
articulando-se uns com os outros para integrar o conjunto.

Marquise do Edifício Sede I do Banco do Brasil, com seu jardim de inverno,
vendo-se ao fundo a galeria do Ed. Casa de São Paulo e à direita
a praça dos Bancários, com o acesso à Galeria
dos Estados: Pista de skate nos finais de semana, 28-Fev-2004.
Alguma coisa aconteceu provavelmente a venda antecipada
dos lotes , que não funcionou.
A maioria dos prédios existentes já estavam construídos
nos primeiros 10 ou 15 anos da inauguração da cidade dentro
do projeto urbanístico , porém dispersos, sem a continuidade
espacial que tornaria concreta sua integração, uns aos outros.
E nisso ficou.
A expectativa do urbanista, de que se abrissem lojas, agências, cafés
etc. não se concretizou como aliás, tampouco em outros setores
devido, talvez, à resistência dos órgãos e empresas
proprietárias dos prédios.

Articulação dos prédios da Caixa Econômica Federal
e Ed. Seguradoras. A abertura assinala um jardim de inverno para os níveis
inferiores, 28-Fev-2004.
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