
Prédios verticais da Quadra 1, junto ao Eixo
Rodoviário: estacionamentos em nível rebaixado, garagens
com entrada direta, ponto de ônibus desativado (acesso à
Galeria dos Estados) e à
esquerda parte da galeria de lojas térreas da Estação
Galeria do Metrô, em 9-Set-2003.
Setor Comercial Sul
Parte baixa
A parte baixado SCS — entre o Eixo Rodoviário
e a via W-3 — reúne 106 prédios
e, devido à concentração de empresas e escritórios,
há mais de 30 anos tornou-se o local mais difícil de se estacionar,
na cidade.
Não é um setor de varejo, na verdade. Exceto pela filial das
Lojas Americanas (e mesmo esta), o comércio instalado no local volta-se
principalmente para os escritórios, seus funcionários e clientes
— predominando lanchonetes, restaurantes, papelarias, copiadoras etc.
Plano urbanístico
11 – (...) Em cada núcleo comercial, propõe-se uma seqüência
ordenada de blocos baixos e alongados e um maior, de igual altura dos anteriores,
todos interligados por um amplo corpo térreo com lojas, sobrelojas
e galerias. (...).
Lúcio
Costa, Relatório
do Plano Piloto de Brasília
A transposição do relatório de Lúcio Costa para
as plantas do Setor Comercial Sul manteve a seqüência de blocos baixos,
quase todos de orientação norte-sul, formados por prédios
unidos em torno de uma via de serviço em nível inferior.
Nas quadras 2, 4 e 6, os prédios têm 6 pavimentos (além
do térreo e sobreloja). Na Quadra 3, têm 2 pavimentos e um terraço
recuado. Na Quadra 5, nada além da sobreloja.
Todos os prédios avançam no piso superior (ou dispõem
de marquises), formando extensas galerias que o pedestre percorre ao abrigo
do sol ou da chuva, com lanchonetes e outras utilidades em lojas térreas.
Os cinco conjuntos de orientação norte-sul são atravessados
por passagens amplas, de pé direito duplo, alinhadas para formar um extenso
calçadão leste-oeste, do Eixo
Rodoviário até a W-3.
Outros dois passeios percorrem as extremidades — não tão alinhadas
— das sucessivas galerias. É significativo, em especial, o passeio norte,
uma vez que ali as galerias são indispensáveis à travessia
das vias de serviço em nível inferior.
Desenho aproximado do projeto urbanístico original do Setor Comercial
Sul: acesso público pela S-3,
em nível térreo (vermelho); acessos de serviço
pela S-2, em nível
inferior (marrom); e passeio central leste-oeste (verde) em conexão
com o Setor Bancário Sul, através
da Galeria
dos Estados. Na prática, todos os acessos para o público
acabaram sendo ligados também à S-2,
formando travessas; e automóveis estacionam nas vias de serviço.
Outras alterações
A Quadra 1 (junto ao Eixo Rodoviário),
desde o início da construção, foi destinada a prédios
verticais — todos com saguão de pé direito duplo, alinhados para
permitir a travessia pelos pedestres na seqüência norte-sul. Apenas
estes prédios (mas não todos) foram interligados por marquises
acanhadas, no início dos anos 80. Como não dispõem de uma
via de serviço em nível inferior, o acesso às garagens
interfere necessariamente com a interligação dos saguões.
Posteriormente foram construídos 4 prédios verticais
nas cabeceiras da Quadra 2: — Telebrás (Telebrasília)
e Oscar Niemeyer na extremidade norte, junto à S-2;
e Palácio do Comércio e Bradesco na extremidade sul, junto
à S-3.

Prédios e galeria térrea da Quadra 6, separados da W-3
pelo estacionamento, durante a vigência do "vaga fácil",
16-Jul-2003.