Guará I e II
O Guará I foi planejado e implantado na segunda metade dos anos
60, como Setor Residencial Indústria e Abastecimento (SRIA), próximo
ao SIA, na margem sul da Estrada Parque Taguatinga
(EPTG). A urbanização foi concluída uma década
mais tarde.
É formado por "quadras internas", QI — de desenho único,
misturando casas simples ou geminadas (conjuntos com lotes de 90 ou 200 m²)
e prédios de três andares (quatro blocos longos e quatro curtos)
—; e "quadras externas", QE, preenchendo a beirada irregular. A via
central, sinuosa, liga as vias locais, quebradas por praças com pequeno
comércio a cada duas quadras.
As casas foram construídas e entregues pela Shis (Sociedade Habitacional
de Interesse Social), encarregada de providenciar habitação popular
segundo critérios de necessidade e de antiguidade das famílias
em Brasília. Os blocos de apartamentos foram construídos bem mais
tarde, em geral por cooperativas, com financiamento do Banco Nacional da Habitação
(BNH).
O Guará II foi implantado em seguida, com uma via circular em
forma de feijão (três faixas em cada sentido, canteiro central,
60 km/h); e uma via central em arco (idem) quebrada por dois conjuntos de prédios
comerciais.
As casas situam-se nas quadras "externas", QE (mais próximas
à via circular), em lotes de 120 e 200 m²; e os prédios —
maciços, de seis andares — nas quadras "internas", QI, junto
à via central. As vias dentro das quadras são igualmente quebradas
por praças com pequeno comércio.
As casas foram construídas e entregues pela Shis (Sociedade Habitacional
de Interesse Social); e os blocos, bem mais tarde, em geral já como empreendimentos
imobiliários.