D. Motta, 1957
Democratização do território

Cardeal d. Carlos Carmelo de Vasconcellos Motta,
Discurso na Primeira Missa de Brasília, 3 de maio de 1957 [cf. DB1:229-232]

(...)

Será o acontecimento máximo depois do Ipiranga. Será um avanço histórico de 135 anos. Será o apogeu do governo republicano do País. Será a democratização desse colosso de grandeza e beleza que é o território brasileiro.

Brasília será a matriz, nutriz e protetriz da vida nacional integral e total. E o gigante não continuará deitado eternamente nas areias entorpecentes das praias do litoral. Vai acordar-se, vai levantar-se e transpor as serras do Mar e da Mantiqueira para subir até o planalto das vertentes do Brasil. Não se repetirá mais a frase cediça do frade historiógrafo censurando os brasileiros de que se quedaram nas praias litorâneas à moda dos caranguejos.

A Nação vai agora tomar posse do que é seu e ter o seu verdadeiro centro de gravidade. Brasília vai ser o trampolim mágico para a integração da Amazônia na vida nacional. Brasília vai salvaguardar a hiléia amazônica que já foi perigosamente cobiçada a pretexto de civilização de populações subdesenvolvidas.

Brasília vai deter a fuga do nosso sertanejo em busca da miragem das megalópolis. Brasília vai resolver o mais angustioso e mais grave problema nacional que é o problema dos nossos irmãos nordestinos, proporcionando-lhes oportunidade de se fixarem em colônias nacionais à margem das grandes vias que demandarão Brasília — colônias nacionais tecnicamente estabelecidas, amparadas e assistidas pelos poderes públicos. Brasília vai ser o mais formidável impulso unificador e civilizador do Brasil. Brasília vai ser a mobilização efetiva e definitiva desta grande Nação de 60 milhões de cidadãos livres e deste extensíssimo território, patrimônio colossal, capital imenso do qual precisamos e devemos auferir os juros legítimos tanto em benefício nosso quanto em benefício da humanidade.

(...)

 

Documento

Relatórios

1851 | 1852 | 1853 | 1856 | 1860 | 1861 | 1862 | 1864 | 1865 | 1866 | 1868 | 1869 | 1870 | 1873 | 1874 | 1876 | 1877 | 1881 | 1886 | 1888 | 1889 | 1890 | 1891 | 1892 | 1893 | 1894 | 1895 | 1896 | 1897 | 1900 | 1908 | 1922 | 1925 | 1926 | 1937 | 1954 | 1955 | 1958 | 1960 | 1961 | 1962 | 1963 | 1964 | 1965 | 1966 | 1967 | 1968 | 1969 | 1970 | 1974

Legislação

Lei Feijó
Lei da Garantia de Juros
Lei da subvenção quilométrica
  Regulamentação
Lei de Terras
  Regulamentação
Sistema Métrico Decimal

Padrões

Padrões monetários
Pesos e medidas
Longitudes

Referências

A primeira missa, na realidade, foi celebrada um ano antes, em maio de 1956, pelo bispo d. Abel Ribeiro [cf. DB1:31-32] — por iniciativa do mal. Pessoa —, cinco meses antes da primeira visita de JK ao local.

A primeira missa vespertina também havia ocorrido antes, sem alarde, no pequeno Santuário de Dom Bosco, a 24 de março de 1957.

Planos ferroviários | Linhas concedidas do plano de 1890 | EF Tocantins | Cia. Mogiana | Linha Angra-Catalão | EF Goiás | Ramal de Pires do Rio | O prolongamento da Central do Brasil | A linha da Cia. Paulista
A idéia mudancista | Hipólito | Bonifácio | Independência | Império | Varnhagen | República | Cruls | Café-com-leite | Marcha para oeste | Constitucionalismo | Mineiros | Goianos | Projetos de Brasil | Ferrovias para o Planalto Central
 

Sobre o site Centro-Oeste | Contato | Publicidade | Política de privacidade