Rebouças: Agricultura Nacional
Minas Gerais: indústria
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Para a provincia de Minas-Geraes não é tão sómente
a applicação dos principios de centralisação
agricola, que devemos pedir, para que o valle do Rio Grande exporte mais
café do que o valle do Parahyba do Sul, e para que os immensos
valles do Sapucahy e do Rio-Verde abasteçam de fumo o mundo inteiro!
Não: é preciso pedir mais.
É preciso fundar desde já e, quanto antes, a industria
manufactureira sobre largas bases na vastissima provincia de Minas Geraes!
St. Hilaire disse:
"S'il éxiste un pays qui jamais puisse se
passer du reste du monde ce sera certainement la province de Minas".
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Isto não é um elogio: é uma prophecia! Para as provincias
maritimas do Imperio póde entrar em discussão que seja melhor
ou peior enviar o assucar bruto para ser refinado em Marselha, em Hamburgo
ou em Liverpool; o algodão para ser fiado e tecido em Manchester
ou em Rouen; a lã para ser fiada e tecida em Verviers ou na Covilhã;
o fumo para ser preparado em Bordeos ou em Hamburgo; em uma só
palavra, qualquer producto nacional para ser manufacturado e entregue
ao consumo além do Atlantico; mas, para a provincia de Minas Geraes,
ninguem ousará affirmar que o algodão, produzido no valle
do Rio-Grande deva subir e descer a alcantilada serra da Mantiqueira;
subir e descer a pittoresca Serra do Mar; embarcar no Rio de Janeiro;
percorrer 3,000 a 4,000 milhas do Oceano Atlantico, desembarcar em Liverpool;
subir ao planalto de Manchester, para ser ahi manufacturado, e repetir
depois a mesma longa e custosa viagem para vir vestir os sertanejos dos
confins de Minas-Geraes!
Essa verdade tinha já comprehendido, ha cem annos, Corrêa
Pamplona, o fundador da manufactura de algodão na provincia de
Minas!
Todos sabem a triste lenda desse primeiro balbuciar da Liberdade no solo
brazileiro: todos sabem que foi o quebramento dos teares que trouxe a
Inconfidencia!!
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