Rebouças: Agricultura Nacional
Santa Catarina: estradas e seda
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Na provincia de Santa Catharina, com em todas as outras, a primeira missão
de uma boa reforma agricola é a escolha, entre os diversos artigos
de producção, convenientes ao clima, os de menor peso e
de menor volume e, simultaneamente, de maior valor mercantil.
Deste modo se conseguirá enriquecer os lavradores do interior,
sem cahir no erro dos lavradores do Oeste dos Estados-Unidos, que são
obrigados a queimar o milho nas machinas a vapor, na impossibilidade de
exportal-o pelos caminhos de ferro, cujas tarifas são, fatal e
necessariamente, altas. Um caminho de ferro, devemos repetil-o, aos nossos
lavradores, é das vias de communicação a mais aperfeiçoada;
mas é, por isso mesmo, de dispendiosa construcção
e de muito caro custeio. Não ha outro meio senão ter tarifas
altas, que possam pagar o custeio e remunerar os capitaes, immobilisados
na construcção do caminho de ferro.
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Ninguem espére caminhos de ferro gratuitos ou com tarifas insignificantes:
isto é uma chimera, quando não é um erro economico
fatalissimo, como no caso dos governos forçarem a redução
das tarifas; ou, que ainda é peior, se constituirem elles mesmos,
com prejuizos evidentes, emprezarios unicos e monopolisadores da viação
do paiz!
Recomendamos, muito especialmente, a cultura da seda (...).
(...) Entre os annexos do relatorio do ministerio da Agricultura de 1873
vem uma interessante memoria do Dr. Otto Linger, enviado á exposição
Bacologica de Roveredo (Italia).
Ahi se refere que a seda do Brazil (...) foi avaliada em 40 a 40 francos,
14$ a 16$, a libra.
Mesmo o preço de 14$ a libra é ainda 40 vezes maior do
que o do café, ao alto preço de 550 rs. a libra, ou 11$000
por arroba.
A cultura da seda póde ser feita por meninos, por meninas, por
mulheres e até por invalidos.
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