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De tradicional e politicamente irrequieta família
paraibana [Epitácio Pessoa (seu
tio) lançou o marco fundamental de Brasília, em 1922; e
inaugurou a ponte de Pirapora,
rumo à nova capital. O assassinato de João Pessoa (seu irmão),
8 anos mais tarde, deflagrou a Revolução de 1930],
precursor da cavalaria mecanizada no Brasil, criador da Academia
Militar de Agulhas Negras e integrante do pensamento geopolítico,
o marechal Pessoa exemplifica a confluência de diferentes projetos
de país na concretização de Brasília.
Para secretariá-lo na Comissão, levou o pediatra Ernesto
Silva, seu ex-ajudante-de-ordens no Exército. Como assessor,
o general Mário Travassos.
Hábil no trato com o universo da administração
pública, deve-se a ele a definição do local
de Brasília que o grupo de Juscelino pretendia alterar
para o Triângulo
Mineiro e a fulminante demarcação dos
limites do Distrito Federal (em 11 dias) pelo Serviço Geográfico
do Exército.
Sem verba, sem poder e sem apoio do presidente Café Filho
, envolveu Goiás,
parte do pensamento militar, da imprensa e da opinião pública
numa estratégia que não deixou alternativa ao grupo
do candidato JK.
A opção inflexível por ferrovias de bitola larga
parece ter sido característica do pensamento militar brasileiro
nas décadas seguintes, tornando-a padrão oficial
e encarecendo mesmo novas linhas da métrica obrigadas a
despesas adicionais com pontes, cortes e aterros largos.
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Referências
-
Dicionário Histórico-Biográfico
Brasileiro Pós 1930.
cf. FGV-CPDoc.
Os anos JK. Biografias
-
Castro, Celso. Inventando tradições
no Exército brasileiro: José Pessoa e a reforma
da Escola Militar. Estudos Históricos, Rio de Janeiro,
vol. 7, n. 14, 1994, p. 231-240.
-
Câmara, Hiram de Freitas. Marechal
Jose Pessoa: a forca de um ideal. Rio de Janeiro: Bibliex,
1985.
-
Soriano Neto, Manoel. Centenário
do marechal José Pessoa (palestra). AMAN, 12 set.
1985.
-
Silva, Ernesto. História
de Brasília: um sonho, uma esperança, uma realidade.
4ª ed., Câmara de Dirigentes Lojistas do DF, 1999.
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