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Metrô DF
Estação 108 Sul
Texto e fotos de 2007
Depois de 15 anos do início da construção, tudo
indica que o Metrô DF vai, finalmente, funcionar para valer.
A linha "A" (Verde) já atingiu a primeira das 5 estações
previstas para a Ceilândia, onde se concentra o maior número
de possíveis usuários do sistema, e as outras 4 já
estão sendo preparadas para inauguração no início
de 2008.
Na Asa Sul, onde até hoje o Metrô percorre sem parar 6 estruturas-fantasma
enterradas desde a construção, já está sendo
preparada a Estação 108.
Com isso, o sistema começa a fazer sentido prático para
um número crescente de pessoas.
O horário de funcionamento, que até o início do
ano terminava às 20h, foi ampliado (23h?) para atender aos estudantes
das inúmeras faculdades noturnas.
Para atrair (e acostumar) novos usuários, o Metrô DF finalmente
passou a funcionar nos sábados, domingos e feriados, das 9h às
19h, com tarifa promocional de R$ 1,00 (contra R$ 1,50 durante a semana),
em intervalos de 15 minutos (contra 8 minutos durante a semana). Vale
notar que esses intervalos referem-se à linha comum, da Estação
Central (Rodoviária) até a Estação Águas
Claras, onde se bifurca, duplicando a duração dos intervalos
para as linhas "A" (Taguatinga, Ceilândia) e "B"
(Taguatinga Sul, Samambaia).
Com isso, a média de usuários passou de 50 mil, no início
do ano, para cerca de 85 mil por dia -- um aumento de 70% em apenas 7
meses.
Os responsáveis pelo Metrô DF anunciaram, numa onda de entrevistas
nos primeiros dias de agosto, que esperam transportar 220 a 250 mil passageiros
por dia até o final do atual governo -- Arruda / Paulo Octavio
(Dem, ex-PFL) --, com a integração ônibus / metrô.
No último aniversário de Brasília (21 de abril),
o Metrô DF funcionou gratuitamente, noite a dentro, transportando
a população para a mega-festa realizada na Esplanada dos
Ministérios. Segundo divulgado, nesse dia as catracas registraram
400 mil passageiros.
Fotos:
DSC01024canteiroW.jpg
Canteiro de obras da Estação 108, no gramado oeste do Eixo
Rodoviário Sul. Tentei obter permissão do engenheiro, mas
ele preferiu não arriscar. Disse que até ele tem dificuldade
de obter permissão para documentar a obra.
DSC01028busUV.jpg
Pontos de ônibus (tríplice) externo ao Eixo Rodoviário
(Eixinho oeste). Se for seguido o mesmo projeto da Estação
114, estes pontos de ônibus deveriam ser substituídos por
uma marquise ampla, com escada, elevador e passagem subterrânea.
No entanto, não há sinal de que isso esteja sendo feito.
A impressão que se tem, por comparação com as demais
entrequadras, é de que o Clube Unidade de Vizinhança (moita
de espinheiro à direita, no pé da foto) avançou mais
do que devia, em área que costuma ser pública. Por conta
disso, não há espaço suficiente, nem estacionamento,
e a própria "baia" para os ônibus é a menor
de todas, na Asa Sul, prejudicando o trânsito no Eixinho oeste.
Enfim, por ser parte integrante da primeira área de vizinhança
urbanizada (JK-Niemeyer, 1960 ou antes), também é a mais
arborizada.
DSC01071naso.jpg
Esse nariz de submarino, que assinala na superfície as estruturas
(futuras estações) enterradas da Asa Sul, está adquirindo
aspecto de escada de acesso subterrâneo. Se for, poderia indicar
um ponto de ônibus também no canteiro oeste do Eixo Rodoviário.
Não existe ponto de ônibus desse lado, na Estação
114, nem nas demais entrequadras comunitárias da Asa Sul (só
os pontos previstos no projeto inicial da cidade, próximos às
vias de comércio local). E ficaria perto demais da saída
do posto de gasolina situado em frente à SQS 109.
DSC01076grelhaW.jpg
Pelo menos 3 grelhas, de vários tamanhos e formatos, ficaram fora
do tapume, no gramado oeste do Eixo Rodoviário.
DSC01081eixao.jpg
Atravessar o Eixo Rodoviário em nível, às 11h da
manhã, está ficando cada vez mais difícil, com o
trânsito fluindo a mais de 80 km/h. As estações do
Metrô irão aliviar enormemente esse problema, como já
acontece na Estação 114, que oferece uma ampla passagem
subterrânea, com várias lojas (infelizmente, ainda desocupadas),
limpeza e policiamento permanente. Nada a ver com as passagens estreitas,
sujas e perigosas construídas antes de 1960.
DSC01084canteiroW.jpg
Canteiro de obras do gramado oeste, vista desde o outro lado do Eixão.
DSC01086tunelL.jpg
Estrutura da passagem subterrânea sob o Eixinho leste, finalmente
desenterrada.
DSC01088tunelLeste.jpg
Vista da mesma passagem subterrânea, no canteiro do gramado leste.
DSC01093canteiroL.jpg
Canteiro de obras do gramado leste, visto desde os pontos de ônibus
(tríplice) do Eixinho.
DSC01095tunelEixao.jpg
Estrutura da passagem subterrânea sob as pistas centrais (Eixão)
do Eixo Rodoviário, também enterrada desde o último
milênio.
DSC01098bus208.jpg
Pontos de ônibus (tríplice) da EQS 208 / 209, no momento
imprensado entre os tapumes do canteiro de obras externo ao Eixo Rodoviário.
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