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1838 - Planos Ferroviários
Plano Rebelo

Traçados viários do Plano Rebelo, prolongando as estradas de ferro do chamado Decreto Feijó
Reconstituição a partir da descrição dos traçados: CNT

Raramente citada nas resenhas dos planos de viação, a proposta do conselheiro José Silvestre Rebelo reaviva e amplia o projeto de 1835 dos deputados da Bahia, Minas Gerais e Rio Grande do Sul — em geral apresentado como "Lei Feijó", ou "Decreto Feijó".

Essa ampliação tanto poderia representar um esforço para tornar o projeto efetivamente nacional — correntes marítimas ainda eram obstáculo à ligação do Nordeste ao Amazonas, antes da universalização do vapor —, quanto uma tática para angariar apoio parlamentar de outras províncias, do Pernambuco (políticamente forte) até o Pará. Ou, possivelmente, ambas as coisas.

O livro do CNT não especifica o contexto dessa proposta — Parlamento? Conselho do Império? —, classificada apenas como "idéia" e descrita como "uma primeira contribuição teórica para a execução de uma política viária de integração nacional".

Coincide, no tempo, com o Decreto Legislativo nº 64, de 29 de outubro de 1838, que aprovou artigos da resolução da Assembléia paulista concedendo privilégio a Aguiar, Viúva, Filhos & Companhia para construção de uma ferrovia.

É de se notar que, logo a seguir, decreto de 4 de novembro de 1840 concederia a Thomas Cochrane privilégio para construir uma ferrovia da Côrte à província de São Paulo. (Apenas o Art. 16º, de forma dúbia, permite subentender que o privilégio abrangeria também a ligação para Minas Gerais. De fato, apenas preferência, caso fossem projetadas novas linhas no futuro).

  
Planos ferroviários
1835: Plano Vasconcelos | 1838: Plano Rebelo | 1869: Plano Morais | 1871: Carta itinerária
1874: Plano Ramos de Queiroz | 1874: Plano Rebouças | 1881: Plano Bicalho | 1882: Plano Bulhões
1882: Plano Ramos de Queiroz (II) | 1886: Plano Rodrigo Silva | 1890: Plano da Commissão | 1912: Plano da Borracha
1926: Plano Baptista | 1926: Plano Pandiá Calógeras | 1927: Plano Paulo de Frontin | 1932: Plano Souza Brandão
1934: Plano Geral de Viação Nacional | 1951: Plano Nacional de Viação | 1955: Comissão Pessoa
1956: Plano Ferroviário Nacional | 1964: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) (DF)
1973: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) | PNLT | PAC (Mar. 2009) | As ferrovias construídas (Dez. 2004)
Obs.: Os mapas dos planos viários são, em geral, recentes, e muito provavelmente incompletos e/ou inexatos.
Ainda sem exame dos textos e/ou mapas originais (11-Jul-2005 ). Lembrar que o Acre só foi incorporado no século XX;
Belo Horizonte só foi construída no início da República; e Goiânia, no primeiro período Vargas.
Evolução da rede de estradas de ferro no Brasil
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