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Plano da Comissão, 1890
Recursos e prioridades

Traçados das estradas de ferro propostas pela Comissão

Cf. Um pouco de história ferroviária. Engº Arthur Castilho
diretor geral do Departamento Nacional de Estradas de Ferro
in Estradas de Ferro do Brasil 1945
suplemento da Revista Ferroviária, p. 45

A comissão nomeada pelo Governo Provisório em janeiro de 1890 para organização do plano geral de viação federal e composta dos engenheiros coronel Jeronymo de Moraes Jardim, Alvaro Rodovalho, Marcondes dos Reys, Edmundo Bush Varella, Julio Horta Barbosa [BH e plano viário MG? ver Telles] e José Gonçalves de Oliveira, assim se manifestava em seu relatório, em novembro de 1890:

A comissão começará declarando que em seu espírito não influíram, de modo algum, considerações filiadas à importância dos recursos do Tesouro para execução do plano geral de viação.

Organizar a rede de viação de um país é questão claramente diversa de indicar as vias de comunicação cujo onus possa o erário público comportar em um momento dado.

A primeira que certamente envolve a tarefa incumbida à comissão, traduz o pensamento de estabelecer a unidade e harmonia de vistas na confecção dessa grande obra que tantos e tão graves interesses afeta; exprime a alevantada e patriótica resolução de pôr termo à confusão, anarquia e incongruências de toda a sorte, que daria lugar para o futuro, em maior escala ainda do que o tem feito até agora, o pernicioso sistema de concessões a esmo, sem orientação segura, sem estudo sério, e o que é mais, sem atenção aos poderosos e variados interesses que se prendem à viação pública.

Da segunda cogitará o governo, em vista do plano geral, executando-o de harmonia com os recursos do Tesouro, a começar pelas linhas mais urgentes e susceptíveis de pronta remuneração e adiando a construção das que puderem ser por enquanto dispensadas, sobretudo as que no projeto são indicadas simplesmente para o futuro aperfeiçoamento da rede.

Compreendendo assim a sua incumbência, procurou a comissão confeccionar o plano geral, de modo a abranger todo o território da República, apreciando devidamente os diversos elementos sociológicos que buscam na viação aperfeiçoada arrimo e vigor.

É provável e natural que em certo grau de desenvolvimento do país, novas linhas se tenham de adicionar à rede geral agora organizada, mas onde foi possível nas condições atuais prever-se uma grande necessidade nacional a reclamar uma via de comunicação, quer em nome das exigências do comércio, quer por motivo de ordem política ou social, administrativa ou estratégica, estudou a comissão e propôs o traçado geral que lhe pareceu mais acertado.

O plano geral que a comissão tem a honra de apresentar ao governo, em resultado desse primeiro objeto de missão que lhe foi incumbida, é, pois, um conjunto harmônico de vias férreas e fluviais, a cuja concepção presidiu o pensamento de estabelecer a norma a seguir na realização da rede de viação do país, e a de prover as necessidades de caráter geral por isso mesmo encerradas na esfera das atribuições do governo federal.

  

1890: Plano da Comissão | Descrição das ferrovias | Recursos e prioridades | Resumo
Ferrovias concedidas | Relatório do Ministério da Agricultura 1889 | Defesa no Congresso
Planos ferroviários
1835: Plano Vasconcelos | 1838: Plano Rebelo | 1869: Plano Morais | 1871: Carta itinerária
1874: Plano Ramos de Queiroz | 1874: Plano Rebouças | 1881: Plano Bicalho | 1882: Plano Bulhões
1882: Plano Ramos de Queiroz (II) | 1886: Plano Rodrigo Silva | 1890: Plano da Commissão | 1912: Plano da Borracha
1926: Plano Baptista | 1926: Plano Pandiá Calógeras | 1927: Plano Paulo de Frontin | 1932: Plano Souza Brandão
1934: Plano Geral de Viação Nacional | 1951: Plano Nacional de Viação | 1955: Comissão Pessoa
1956: Plano Ferroviário Nacional | 1964: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) (DF)
1973: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) | PNLT | PAC (Mar. 2009) | As ferrovias construídas (Dez. 2004)
Obs.: Os mapas dos planos viários são, em geral, recentes, e muito provavelmente incompletos e/ou inexatos.
Ainda sem exame dos textos e/ou mapas originais (11-Jul-2005 ). Lembrar que o Acre só foi incorporado no século XX;
Belo Horizonte só foi construída no início da República; e Goiânia, no primeiro período Vargas.
  
 
    
 
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