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Rede ferroviária de bitola larga em construção ou projeto em 2009
Um esboço da rede ferroviária de integração do país em bitola de 1,60 metro,
definida a partir do PNLT - Plano Nacional de Logística de Transportes.
[Fonte: apresentação da ministra Dilma Roussef sobre o andamento das obras do PAC
na III Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Soja, Brasília, 10 Mar. 2009]

PAC - Programa de Aceleração do Crescimento
A rede ferroviária
de bitola 1,60 metro

O slide da apresentação — embora incompleto — dá uma idéia bastante clara dos planos atualmente em vigor para a integração de todo o território nacional por uma rede de ferrovias em bitola larga.

Por se tratar de uma apresentação datada (10 Mar. 2009), e com finalidade específica (o andamento do PAC naquele momento), omite boa parte da chamada "Ferrovia Transcontinental" — que deve partir do futuro porto do Açu, no litoral norte-fluminense (região de Campos, RJ), na direção geral SE-NW.

É interessante observar o papel de "espinha dorsal", assumido pela Ferrovia Norte-Sul — desbancando a antiga ligação EFCB-VFFLB (bitola métrica) e retomando em parte o projeto anterior, a linha Rio de Janeiro - Pirapora - Belém, projetada para a EF Central do Brasil por Paulo de Frontin.

Essa "espinha dorsal" ferroviária através de Goiás (hoje Goiás + Tocantins) — emitindo "costelas" para leste e oeste — foi defendido por Bernardo Sayão, ao longo de várias décadas, na forma de uma rodovia "Transbrasiliana", depois chamada "Belém-Brasília" e oficialmente batizada com seu nome.

É curioso, também, observar as semelhanças com o plano "imaginoso" do "malogrado" engenheiro Rebouças — o único dos "planos" totalmente diferente dos demais, e sem seguidores ou reaproveitamentos / adaptações posteriores.

Uma questão a conferir, é a bitola (métrica?) do trecho cuja construção parte de Anápolis para o norte, e quais os planos, cronogramas etc. para seu alargamento, uma vez que por enquanto Anápolis se conecta apenas pela bitola métrica da FCA - Ferrovia Centro-Atlântica.

A implantação da maior parte dessa nova rede em bitola larga foi atribuída à Valec — que assumiu o papel de estatal construtora de ferrovias, subconcedendo-as às operadoras que se dispuserem a pagar pelos trechos, e reinvestindo o pagamento em novas construções.

  

Referências

O Programa de Aceleração do Crescimento - PAC não é um plano viário, e sim um mecanismo de coordenação de obras e investimentos públicos e privados, supervisionado pelo Gabinete Civil da Presidência da República para solucionar eventuais obstáculos, atrasos, falta de coordenação entre agentes públicos e privados etc.

As ilustrações são slides da apresentação elaborada pelo Ministério dos Transportes, e utilizada pela ministra do Gabinete Civil da Presidência da República, Dilma Roussef, sobre o andamento das obras do PAC, na III Reunião Ordinária da Câmara Setorial da Soja, em Brasília, a 10 de Março de 2009.

PAC - Plano de Aceleração do Crescimento (10 Mar. 2009)
Rede em bitola larga | Bitola métrica | Trecho sul da Norte-Sul | Extensão da Norte-Sul | Ferrovia Oeste-Leste
Integração Centro-Oeste | Corredor Bi-Oceânico Sul | Extensão da Nova Trans | Hidrovias | TAV Rio - São Paulo
Bitolas ferroviárias
Métrica ou larga? - I | Métrica ou larga? - II | A tese | As 10 primeiras no Brasil | A rede da larga em planejamento no Brasil
A unificação das bitolas:
Inglaterra | EUA e Canadá | Europa continental | Japão | O alargamento da EF Araraquara
Planos ferroviários
1835: Plano Vasconcelos | 1838: Plano Rebelo | 1869: Plano Morais | 1871: Carta itinerária
1874: Plano Ramos de Queiroz | 1874: Plano Rebouças | 1881: Plano Bicalho | 1882: Plano Bulhões
1882: Plano Ramos de Queiroz (II) | 1886: Plano Rodrigo Silva | 1890: Plano da Commissão | 1912: Plano da Borracha
1926: Plano Baptista | 1926: Plano Pandiá Calógeras | 1927: Plano Paulo de Frontin | 1932: Plano Souza Brandão
1934: Plano Geral de Viação Nacional | 1951: Plano Nacional de Viação | 1955: Comissão Pessoa
1956: Plano Ferroviário Nacional | 1964: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) (DF)
1973: Plano Nacional de Viação (Sul e Sudeste) | PNLT | PAC (Mar. 2009) | As ferrovias construídas (Dez. 2004)
Obs.: Os mapas dos planos viários são, em geral, recentes, e muito provavelmente incompletos e/ou inexatos.
Ainda sem exame dos textos e/ou mapas originais (11-Jul-2005 ). Lembrar que o Acre só foi incorporado no século XX;
Belo Horizonte só foi construída no início da República; e Goiânia, no primeiro período Vargas.
  
 
    
 
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