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Segundo um engenheiro da construtora [entrevista de 1976], o posto médico de emergência, previsto para a ala sul, deveria alinhar-se com o pequeno hospital a ser instalado no piso superior, compartilhando um dos elevadores privativos de ligação com a via de serviço do subsolo. A lanchonete térrea da ala norte se alinharia, igualmente, com o restaurante do primeiro piso, compartilhando outro elevador privativo para a recepção de suprimentos entregues na via de serviço subterrânea. Na prática, chegaram a funcionar a lanchonete e o restaurante — embora o elevador não tenha sido confirmado por seus empregados, na época. As portas do volume fechado na ala sul foram divididas entre várias utilizações — escritório do chefe da estação (ferroviária), juizado de menores, entrada privativa para o escritório da RFFSA (piso superior), com elevador próprio. Mais tarde, uma porta foi destinada a um mini-shopping, contendo meia-dúzia de lojas minúsculas (souvenirs, cine-foto). Piso superiorO andar de cima também tem piso negro, e as janelas — tubulões simulando parede de grande espessura — reduzem a entrada de luz e calor, durante o dia. De madrugada, inversamente, oferecem proteção contra os ventos frios que varrem o vão térreo. A iluminação artificial é dispersada pela decoração do teto em chapinhas de alumínio, à guisa de forro rebaixado, que oculta as instalações elétricas e torna o ambiente repousante, sem reduzir o volume de ar. A área central foi realmente destinada a uma ampla sala de espera (como afirmado pelo engenheiro da construtora), entre o restaurante da ala norte e uma fileira de lojas ao fundo. Além da escada, dispõe de acesso pelo elevador público. Diante das lojas, uma abertura no piso, protegida por um balcão retangular, permite observação do movimento no térreo e melhora a aeração. O acesso ao restaurante se dá atravessando o jardim de inverno que marca o início da ala norte. A ala sul, de fato, dispõe de um elevador privativo, porém nenhum mini-hospital chegou a ser instalado. Quando a estação foi alugada ao governo do Distrito Federal, a Rede Ferroviária Federal (RFFSA), proprietária do prédio — e cuja sede permaneceu sempre no Rio de Janeiro — reservou-se a ala sul, para onde transferiu o escritório de Brasília, até então localizado em um pequeno prédio próprio, construído na via W-3. Essa área reservada à RFFSA inclui um pequeno jardim de inverno, que facilita a divisão do espaço. |
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Uma via de serviço ao longo de todo o piso inferior retiraria da fachada o trânsito de ambulâncias, carros de polícia e caminhões de entrega, de lixo etc. Para isso, elevadores de serviço fariam a ligação do subsolo ao térreo e ao piso superior.

A parte central do piso inferior, na verdade, prolonga-se além da fachada posterior, por baixo das vias férreas, permitindo não só estender a passagem a novas plataformas, como dotá-la de lojas e serviços adicionais, à medida em que se fizessem necessários — sem alterar a edificação visível.
Com isso, mesmo na quinta plataforma, tripulações e passageiros poderiam dispor de determinadas facilidades sem percorrer todo o caminho até o prédio principal.
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