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No pátio do setor de indústrias [SIA]
haverá desvios para armazéns e instalações
particulares, e lotes para novas empresas numa extensão de
237 mil m².
O Setor de Inflamáveis
contará com uma passagem
superior rodoviária e lotes circulares destinados às
instalações das companhias de petróleo e gás
engarrafado, somando 123 mil m².
Exatamente 1 milhão e 6 mil metros quadrados abrigarão
os armazéns particulares do Setor de Abastecimento e Armazenagem
[SAAN?],
restando mais 558.700 m² para o Centro Integrado de Abastecimento
de Brasília [Ceasa].
Vale acrescentar, ainda, que os desvios, somados, no total de
137.542 km, pouco faltam para igualar-se às linhas de uma
das Divisões da RFFSA — a 14ª Divisão Santa Catarina,
que conta 184 quilômetros.
Brasília
Desde 21 de abril de 1968, há
pouco mais de dois anos, portanto, Brasília conta com uma
estação ferroviária provisória — Bernardo
Sayão, que deve ter movimentado, numa estimativa válida,
perto de 150 mil passageiros desde que entrou em funcionamento,
nos dois sentidos.
Cimento, madeira, gasolina e óleo predominam no transporte
de carga, especialmente os combustíveis, enfileirados em
composições de 40 vagões [N.W.:
provável extensão do pátio em Bernardo
Sayão], os quais asseguram o abastecijmento de
todos os veículos automotores do planalto central e grande
parte de Minas, a preços mais convenientes do que os cobrados
antes da chegada dos trilhos.
Quando for inaugurada a Estação
de Brasília — assim se chamará — a pouco mais
de 6 quilômetros do Eixo Monumental e da Estação
Rodoviária, isto é, quase no centro da cidade, em
linha reta [N.W.: Leia-se "a
pouco mais de 6 km da Estação
Rodoviária, na extremidade do Eixo
Monumental"], Bernardo Sayão, à margem
do Núcleo Bandeirante, passará a parada de subúrbio,
prolongando-se na direção de Posto Ipê, Calambal
e Engenheiro Amorim.
Conforme convênio firmado a 27 de julho último com
a Novacap (Cia. Urbanizadora da Nova Capital), vinculada hoje ao
governo do Distrito Federal, o Departamento Nacional de Estradas
de Ferro destinará Cr$ 30 milhões para o projeto completo
da estação definitiva, encarregando-se da construção
e dos serviços de urbanização do pátio
e suas imediações, acessos rodoviários e extensão
das redes de eletricidade, águas, esgotos e serviços
complementares.
A obra propriamente dita terá início no próximo
ano, devendo estar concluída em 1972. No atual exercício
foram consignados Cr$ 900 mil para esse trabalho, já estando
o 2º Batalhão Ferroviário — o glorioso Batalhão
Mauá —, sob o comando do cel. Raimundo Saraiva, empenhado
no assentamento dos 225 quilômetros de linhas apenas dentro
do pátio.
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