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1964
Plano Nacional de Viação
Nordeste | Sul e Sudeste | Brasília

Traçado da estrada de ferro no DF segundo o PNV 1964
Mapa incompleto

A parte ferroviária do Plano Nacional de Viação de 1964 pouco acrescentava, mesmo que apenas no papel, às linhas que existiam de fato — e que (finalmente) diminuíam a toque de caixa com a erradicação de cerca de 7 mil quilômetros, duas décadas após a recomendação da Comissão Brasil – Estados Unidos do pós-guerra.

Dele constava, mais uma vez, a antiga Transnordestina — interligação das linhas da região, da Bahia até São Luís —, cuja idéia veio a ser ressuscitada na Nova República (governo Sarney, 1984-1990) pelo governador do Pernambuco, Miguel Arraes; que constou do Programa Avança Brasil (governo Fernando Henrique Cardoso, 1995-2002); e acabou dando lugar a um projeto diferente.

Dentro das idéias estratégicas da época, previa duas ferrovias radiais a partir da nova capital da República: de Brasília ao litoral baiano (próximo a Ilhéus); e de Brasília a Vitória — completando o trecho inexistente do Planalto a Pirapora e dando a volta por Belo Horizonte.

Não é fácil perceber a relevância política, econômica, ou mesmo militar, da primeira dessas radiais, na ausência de qualquer porto, indústria ou unidade militar de relevância no ponto indicado do litoral baiano (Campinho, ao norte de Ilhéus).

Hoje, a idéia de um porto de grande calado volta à ordem do dia, em conjunto com a Leste-Oeste da Bahia — em direção a Barreiras e ao Tocantins.

 

  
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Obs.: Os mapas dos planos viários são, em geral, recentes, e muito provavelmente incompletos e/ou inexatos. Ainda sem exame dos textos e/ou mapas originais (11-Jul-2005 ). Lembrar que o Acre só foi incorporado no século XX; Belo Horizonte só foi construída no início da República; e Goiânia, no primeiro período Vargas.
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