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Agenda do Samba e Choro
  

Longitudes

Estes livros ajudam a compreender a evolução histórica das técnicas de determinação das longitudes, de interesse para a compreensão do rompimento da linha de Tordesilhas, do Tratado de Madri e da delimitação do chamado Retângulo Cruls, entre outros aspectos da história do Brasil e da localização de Brasília.

Do não escrito

Uma grande ausência, no cenário desenhado de 1643, é o “império” português, — que, poucas décadas antes, dava a volta ao mundo, com uma rede de “possessões”, feitorias, fortalezas etc., envolvendo os dois lados do Atlântico, os três lados do oceano Índico, e chegavam ao Japão.

Desse “império”, surgem no romance apenas uns cacos, aqui e ali.

Durante as 6 décadas em que a coroa portuguesa esteve na cabeça do rei de Espanha (1580-1640), a Inglaterra considerou “suspenso” o tratado de Windsor (1386) e não fez cerimônia em apossar-se do que mais lhe convinha. Os holandeses, — que tinham financiado a produção de açúcar no Pernambuco e usufruíam do seu refino e distribuição na Europa, — trataram de se apossar do que lhes interessava.

Em 1643, a “restauração” de Portugal, — sem força naval e sem a maior parte das antigas “possessões”, — ainda dependia do apoio inglês, o que tornava embaraçoso reivindicar o que a Inglaterra havia tomado. Quanto à Holanda, inimiga do inimigo espanhol, talvez fosse mais prudente Portugal apenas incentivar que os próprios “colonos” retomassem suas “possessões” e feitorias, aqui ou ali, aparentemente a contragosto de Lisboa.

Da Restauração possível, em tais circunstâncias, ao final do processo restaria apenas o Brasil, — em conexão com as feitorias de escravos da África, — como únicas “possessões” de algum valor, e uma necessidade urgente de investir na busca de ouro, prata ou pedras preciosas, para continuar vivendo.

Em 1643, Portugal simplesmente não era um protagonista na disputa pelo “novíssimo” mundo, — vastos oceanos de geo-referenciamento quase impossível, exceto pelos astros e muita ciência.

Bibliografia
braziliana

Enciclopédia dos municípios brasileiros - 18 Mar. 2015

Grande sertão: veredas - 29 Out. 2014

Itinerário de Riobaldo Tatarana - 27 Out. 2014

Notícia geral da capitania de Goiás em 1783 - 26 Out. 2014

Viagem pela Estrada Real dos Goyazes - 9 Out. 2014

  

Ferreoclipping

• Passagens e calendário do trem turístico Ouro Preto - Mariana | Percurso - 20 Dez. 2015

• Passagens e descontos do Trem do Corcovado | Onde comprar - 12 Dez. 2015

• Estação Pirajá completa a Linha 1 do Metrô de Salvador - 28 Nov. 2015

• EF Campos do Jordão | Horários | Hospedagem - 15 Jul. 2015

   

braziliana: Brasil
A ilha do dia anterior


 
Flavio R. Cavalcanti - 16 Set. 2014

A ilha do dia anterior
Umberto Eco
(L’isola del giorno prima, 1994)
Trad.: Marco Lucchesi
Record, Rio de Janeiro, 1995

Terceiro romance do semiólogo Umberto Eco, — após “O nome da rosa” e “O pêndulo de Foucault”, — “A ilha do dia anterior” transcorre de 1643 para trás, desde 1627.

O cenário “presente” da narrativa é um navio abandonado, — intacto, — entre duas ilhas, “do outro lado do mundo”.

A ele chega o personagem, após um naufrágio.

Sem chalupa (bote), sem saber nadar e sem condições de manobrar sozinho o navio fantasma, está condenado a permanecer a bordo, à vista da ilha mais próxima, inalcançável, e escreve uma carta que nunca poderá enviar.

   
Capa do livro “A ilha do dia anterior”, de Umberto Eco
Capa do livro “A ilha do dia anterior”,
de Umberto Eco

Nessa carta revela, — aos poucos e de modo confuso, — a trajetória desde o feudo paterno, no Piemonte italiano, até os antípodas.

A narrativa é “reconstituída” por um Autor atual, — digamos, Umberto Eco, — a partir das lacunas e reticências dessa carta, às vezes enfeitada ou fantasiosa.

Longitudes

Por trás dos cenários percorridos ao longo do romance, — o Piemonte italiano, Paris, as ilhas anônimas do oceano Pacífico, — desenha-se um panorama do “estado da arte” na busca por um método prático para determinar a longitude das “novas” terras, ilhas ou, mesmo, de um navio em alto mar, em relação a um meridiano da Europa, tomado como “ponto zero”.

Disso dependeria a “posse” das “descobertas”, ou a simples capacidade de reencontrá-las no futuro, — por isso, as potências marítimas ofereciam fortunas a quem descobrisse um tal método.

“Parece-me que foram justamente os holandeses que, vendo os espanhóis hesitantes, começaram a negociar com aquele Galilei, e seria bom para nós se não ficássemos de fora do negócio…”

“Eminência”, disse Colbert hesitante, “será oportuno lembrar que Galilei morreu no princípio do ano…” [cenário: Paris, 1642].

E armavam expedições marítimas, — às vezes sob disfarce, para não despertar a atenção dos competidores, — a fim de verificar a eficácia de novos métodos, propostos em teoria.

Contanto que, é importante repetir, dispusessem das boas efemérides, que Galileu, velho e doente, não conseguira completar, mas que os confrades de padre Caspar, tão exímios no cálculo dos eclipses da lua, haviam redigido com perfeição.

Em paralelo, os jesuítas montavam seu próprio quadro de longitudes ao redor do planeta, “de Pernambuco a Goa, de Mindanau ao Porto Santi Thomae”… Macau, Nagasaki, — “um Horologium Catholicum, o que não queria dizer que fosse um relógio fidelíssimo ao papa, mas um relógio universal”.

Semiótica

Longe de constituir “hermetismo”, — ou deixar o romance “recheado de citações eruditas de filósofos, artistas e cientistas”, — o uso de textos da época surge como a linguagem natural para as discussões, teorias, erros e acertos dos personagens. — Nenhum deles, por sinal, menos “erudito” do que os textos transcritos. — Aliás, dado o avanço do conhecimento nesses 4 séculos, “hermética” seria a operação inversa, de apresentar a um leitor daquela época as noções mais simples que, hoje, qualquer criança considera “naturais”.

Desmontando a “história da ciência”, linear e bem organizada, — onde velhas hipóteses se encadeiam, progressivamente, num conjunto compacto de conceitos atuais, então inexistentes, — a fusão de textos seiscentistas por Umberto Eco nos faz “ver” a selva de erros e confusões em que a ciência da época tinha de abrir caminho, ensaiando conceitos, os mais desencontrados, com o vocabulário então disponível, no meio de hábitos mentais que ainda precisavam ser descartados. “Assistimos”, por assim dizer, as dores do parto do que viria a ser a ciência moderna, em meio aos pré-conceitos que a ela se opunham.

E, mesmo fora da ciência, a arte “combinatória” de Umberto Eco mostra mais do que os conceitos atuais poderiam, no máximo, “explicar” de modo abstrato, — como no confronto da “doutrina gloriosa dos belos espíritos de outrora”, pela qual o pai do personagem acabara de morrer estupidamente (cap. 7), com “a arte da prudência” (cap. 11).

— Alguns de nossos bravos companheiros, de ambas as partes, que ofereceram o peito ao adversário, quando não tenham morrido por erro, não o fizeram com o intuito de vencer, mas para adquirir reputação para gastar de volta na corte. (…)

— Mas então, que restou ao fidalgo?

— A sabedoria (…) Terminado este assédio, se uma máquina não vos tiver tirado a vida, que fareis? (…) Voltareis, quem sabe, aos vossos campos, onde ninguém vos dará chance de parecer digno de vosso pai? (…). Vós desejaríeis tentar a sorte nas grandes cidades e sabeis que é lá onde devereis consumir a aura de bravura que a longa inação entre esses muros vos terá concedido. (…). Se aqui aprendestes a esquivar-vos da bala de um mosquete, lá tereis de saber esquivar-vos da inveja, do ciúme, da cobiça.

Também aí, o encadeamento histórico se desfaz, agora num xadrez geográfico, com a opção de terceirizar as fidelidades locais, — pelo arrendamento do feudo, — e instalar-se na côrte / cidade que centraliza poder e conhecimento.

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• Tudo é passageiro - 16 Jul. 2015

• The tramways of Brazil - 22 Mar. 2015

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