Eis a resenha que havia no site da editora no início de 2005:
Este trabalho procura demonstrar a importância do candango como mão de obra barata para a construção civil em Brasília na sua etapa pioneira (1956 1960), bem como sob que pano de fundo foi possível o deslocamento de um grande contingente de migrantes oriundos de vários pontos do país. Além disso, ressalta a intensa manipuiação/exploração exercida sobre os candangos pelas companhias construtoras, respaldadas no isolamento do Planalto Central e em função da euforia engendrada pela ideologia do desenvolvimento da era JK. Analisa ainda aspectos não devidamente esclarecidos da atuação da "lei e da ordem" via GEB (Guarda Especial de Brasília) na época da construção de Brasília. Em particular, tenta evidenciar o real significado do nebuloso e durante muito tempo "esquecido" massacre da companhia Construtora Pacheco Fernandes Dantas, em fevereiro de 1959, onde candangos foram metralhados indefesos em seus alojamentos.