RMV
Ramal de Patos de Minas
Revista
Ferroviária, suplemento
Estradas de Ferro do Brasil,
1962, p. 34
Acervo: José Emílio
Buzelin (SPMT)
/ Pesquisa e digitalização: Chris R.
Este trecho do suplemento da RF de 1962 lança luz sobre o abandono das obras ferroviárias inacabadas entre os municípios de Patos de Minas e Lagoa Formosa (MG): o Grupo de Trabalho sobre supressão de ramais antieconômicos:
(...)
Ela objetiva ligar a cidade de Patos ao sistema ferroviário
existente no Estado, através da Rede Mineira de Viação.
Na verdade, não é uma ligação, mas
um ramal de características pesadas. Transpondo o contraforte
divisor de águas das bacias dos rios Paranaíba e das
Velhas, seu traçado impõe a implantação
de dois túneis, com a extensão total de 723 metros,
e cinco pontes de apreciáveis vãos, uma das quais,
sobre o rio Paranaíba, terá o vão total de
150 metros.
Talvez por essas circunstâncias, que acarretam maiores despesas,
o Grupo de Trabalho que estudou a supressão dos ramais antieconômicos
houvesse opinado pela interrupção de seus serviços,
o que, de fato, ocorreu. Mas o fato, também, é que
a obra já consumiu muitos milhões e talvez não
valha a pena perdê-los, mesmo porque há dois fatores
a seu favor. O primeiro é que a linha, servindo aos municípios
de Olegário Maciel, Patrocínio, João Pinheiro,
Paracatu e Carmo do Para[na]íba, facilitará, além
do desenvolvimento local, a exportação do minério
de zinco aí existente, principalmente em Patos de Minas;
o segundo é que, levado futuramente até o prolongamento
da Central do Brasil além de Pirapora, possibilitará
parte do suprimento de Brasília com os produtos agro-pastoris
daquela mesma região.
Como foi projetado, esse prolongamento da Rede Mineira terá
| raio mínimo |
208,42 m |
| rampa máxima |
1,5% |
| bitola |
1,00 m |
(...)
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