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Multidão começando a se formar em torno da Catedral de Brasília para a Missa de corpo presente pelo ex-presidente Juscelino Kubitschek, em Agosto de 1976
Multidão começando a afluir para a missa por Juscelino Kubitschek, 23 Ago. 1976, ainda só com a camada (externa) de vidros fumê.
Foto: revista Fatos e Fotos Gente, Especial (Bloch), infelizmente sem créditos. No expediente, citados os fotógrafos Nicolau Drei e Jader Neves
     
  
   

Catedral de Brasília
A longa construção

Flavio R. Cavalcanti
Vista aérea da Catedral de Brasília na época da construção da cidade
Vista aérea à época da construção da cidade, ainda sem vidros, com a nave por esvaziar de terra e
as passagens subterrâneas expostas: à esquerda, a entrada; embaixo, a sacristia.
Foto Postal Colombo; digitalização: Augusto Areal.

A construção da Catedral de Brasília pode ser dividida em pelo menos duas "fases":

  • uma, rápida, durante a construção da cidade (1956-1960), em que foi erguida a estrutura de concreto, provavelmente pelo governo federal [a conferir];
  • outra, de duas décadas, da paralisação geral das obras durante o curto governo Jânio Quadros (Jan.~Ago. 1961) até a conclusão do vitral interno, por conta da Igreja Católica.

Durante alguns anos, após o governo Quadros, a estrutura de concreto ainda permaneceu sem novidades, na paisagem da Esplanada dos Ministérios — como, aliás, outras obras, também erguidas em concreto porém aguardando finalização (exemplo: o Teatro Nacional).

O governo João Goulart enfrentava impasses, como o período de "Parlamentarismo", até o Plebiscito que determinou a volta ao "Presidencialismo". Os primeiros governos militares, de Castelo Branco (1964-1966, novo "arrocho econômico") e de Costa e Silva (1967-1969), não sinalizavam com clareza a continuidade da construção e consolidação da nova capital. Isto só viria a ocorrer durante o governo Médici (1970-1973), quando muitos órgãos ainda sediados no Rio de Janeiro finalmente foram transferidos, o corpo diplomático avisado de que só seriam credenciadas embaixadas em Brasília, e o novo Distrito Federal voltou a ver inúmeras obras de construção avançarem em ritmo acelerado.

No caso da Catedral de Brasília, ainda houve um fator adicional — como obra da República, não poderia ser atribuída a uma única Igreja ou religião; poderia, talvez, ser uma "Catedral Ecumênica", aberta a todos os credos. Não parece ter sido essa a intenção de JK, nem foi essa a decisão dos governos militares, que optou por entregá-la à Igreja Católica Apostólica Romana. Daí por diante, coube à Igreja Católica levantar recursos e concluir a obra. Que, como quase sempre ao longo da história, avançou aos poucos, passo a passo, durante vários anos.

   

Ferreoclipping

  

Ferreoblog

Estrutura de concreto da Catedral de Brasília por volta de 1967, do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova", do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
Estrutura de concreto da Catedral de Brasília por volta de 1967, do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova",
do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
Detalhe das colunas da Catedral de Brasília por volta de 1967, do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova", do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
Detalhe das colunas da Catedral de Brasília por volta de 1967, do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova",
do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
Vergalhões aparentes, para instalação das cúpulas de vidro da Catedral de Brasília por volta de 1967, do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova", do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
Vergalhões aparentes para sustentação da cúpula de vidro da Catedral de Brasília por volta de 1967,
do filme "Brasília: contradições de uma cidade nova",
do cineasta Joaquim Pedro de Andrade
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