João Teixeira,
1630
Varadouro central
Jorge Latour (emb.), I Conferência Brasileira de Imigração
e Colonização, p. 49
[cf. AH3:29]
(...)
Em página de Caio Prado Júnior lê-se que « os
problemas brasileiros de hoje pode-se dizer que já estavam
definidos e postos em equação há 150 anos atrás ».
Esse conceito poderá ser generalizado, pois de outro modo
a História não teria, como tem, os foros de grande
mestra. Acontece porém, que na nossa própria história
o conceito pode ser dilatado mais a dentro. É o professor
Jaime Cortesão, presente à Conferência, que
o diz em uma de suas teses, e o diz como conclusão nºs
1 e 2 do seu estudo: « O varadouro entre o São
Bartolomeu, Maranhão e rio Preto, ou seja, o divortium
aquarum entre o Prata, o Tocantins e o São Francisco,
sobre e à beira do qual se projeta o futuro Distrito Federal,
foi não só um centro de difusão da cultura
européia pelos indígenas, mas o primeiro nódulo
da formação e unificação territorial
do Brasil. Já no primeiro quartel do século XVII os
bandeirantes haviam passado do Paraná ao Tocantins-Araguaia
e ao São Francisco. A zona de ligação entre
estes rios já aparece figurada no Atlas de João
Teixeira, de 1630, que se guarda na Biblioteca de Washington. Há
mais de três séculos, pois, a natureza e os homens
haviam anunciado a excelência dessa região, como centro
natural de unificação do Estado brasileiro. »
(...)
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