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Passagens do trem para Vitória esgotam-se 15 dias antes do feriado - 22 Mar. 2015

Programação de Carnaval nos trens turísticos da ABPF Sul de Minas - 6 Fev. 2015

  

Bibliografia
braziliense

Conterrâneos Velhos de Guerra - roteiro e crítica - 7 Nov. 2014

Como se faz um presidente: a campanha de JK - 21 Ago. 2014

Sonho e razão: Lucas Lopes, o planejador de JK - 15 Ago. 2014

Brasília: o mito na trajetória da Nação - 9 Ago. 2014

Luiz Cruls: o homem que marcou o lugar - 30 Jul. 2014

Quanto custou Brasília - 25 Set. 2013

JK: Memorial do Exílio - 23 Set. 2013

A questão da capital: marítima ou no interior?

No tempo da GEB

Brasília: a construção da nacionalidade

Brasília: história de uma ideia

   

A Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
está efetuando um grande plano para modernizar os seus serviços


 
Revista Ferroviária, Out. 1960
Pesquisa: Chris R.
Construção de carros — Aquisição de vagões e locomotivas — Compra de locomotivas diesel — Variantes — Revisão de traçado — Remodelação da via permanente — Reforço de lastro — Maior número de dormentes — Soldagem de trilhos

(...)

O controle da estrada passou, afinal, para o governo do Estado de São Paulo pela Lei nº 1.598, de 6/6/1952, que autorizou a aquisição de pelo menos dois terços das ações da via-férrea.

(...)

Descrição — a linha

A linha que parte de Campinas e se dirige para o norte, passando por Casa Branca, Ribeirão Preto, Uberaba, Uberlândia, e termina em Araguari, cobrindo uma distância de 717 quilômetros, é considerado o tronco da estrada, visto nela desenvolver-se a maior parte do seu tráfego.

Entre o Km 0, em Campinas, e Km 187 *[logo após Casa Branca], em geral, as taxas de rampa são inferiores a 2% e, com poucas exceções, as curvas têm mais de 200 metros de raio, chegando até a 1.145 metros. As rampas mais fortes são relativamente curtas. Entre o Km 187 e o Km 313, em Ribeirão Preto, porém, há rampas de 2,4% com curvas de 120 metros de raio.

Realizou a Companhia vários estudos e obras de revisão de traçado, sendo que o trecho entre Lagoa Branca, no Km 155 *[Cocais?], e o Km 182,5, foi completado. Entre Coronel Correa e Tambaú estão sendo terminados 17,5 outros quilômetros.

No trecho entre Uberaba e Araguari, em 179,8 quilômetros de distância, as rampas não excedem de 1,5% e as curvas têm raios longos, exceto no trecho entre os Kms 747 e 775 *[Jiló a Angá], onde se encontram rampas de mais de 3%, com o máximo de 4,2%, e curvas de 100 metros de raio ou menos. É nessa região que a linha desce nos dois sentidos para atravessar o rio das Velhas [rio Araguari].

A construção das linhas que constituem o seu atual sistema, vale observar, ocorreu em época em que não eram grandes as necessidades de transporte das zonas atravessadas. A linha foi lançada com um mínimo de movimento de terras, do que resultaram curvas e rampas que hoje criam uma situação anti-econômica para os serviços da Estrada, limitando a velocidade que não era fator de maior significação na época.

Estradas ligadas à Mogiana

(...)

A dificuldade que se apresenta a esse intercâmbio de tráfego [EFS, RMV, EFCB, EFL] é a desuniformidade de engates e freios. Possui a Central engates automáticos e freios a ar comprimido, ao passo que as outras linhas usam, ora engates automáticos e freios a váculo, ora engates de elo e pino e freios a vácuo ou, ainda, engates de elo pino e freios manuais.

(...)

A Estrada de Ferro Goiás, com 478 km de linhas, liga-se à Mogiana em Araguari, Minas Gerais, e continua para o norte e para leste no Estado de Goiás. O território por onde passa a Goiás é principalmente agrícola e, provavelmente, a zona de mais rápido crescimento naquela parte do Brasil.

(...)

Equipamentos

A Mogiana possui, atualmente, 42 locomotivas diesel elétricas [12 Cooper-Bessemer adquiridas em 1952 e 30 G12 adquiridas em 1957; ao ser publicado esse artigo provavelmente já estariam adquiridas as 23 locos GL8, sendo provável que aqui se trate de transcrição de relatório da CMEF, anterior a Out. 1960] e 180 locomotivas a vapor [no Relatório eram 172], 280 carros de passageiros e 3.032 vagões.

Está [a] estrada empenhada em substituir suas locomotivas a vapor por locomotivas diesel elétricas, para o que já adquiriu, de 1952 para cá, 42 locomotivas diesel elétricas.

Os pequenos vagões de madeira estão sendo vendidos ou demolidos, sendo intenção substituir todos os vagões de madeira, só empregando veículos inteiramente de aço ou com estrado de aço.

Os carros de passageiros são muito antigos, não oferecendo conforto nem segurança. Só há 39 veículos com estrado de aço, sendo os demais de madeira. Há carros com até 60 anos. Os mais novos têm 30 anos.

Está em execução intenso programa de substituição dos antigos engates de elo e pino pelo tipo central automático.

Também está em andamento o estudo da substituição do atual freio a vácuo por freio de ar comprimido.

(...)

Um plano de ação

Novos planos foram delineados, novos estudos examinados, medidas urgentes postas em execução e um reerguimento geral se iniciou em todos os setores da Mogiana.

O que foi realizado, em curto prazo, transformou já o panorama da Estrada, vindo a Mogiana modernizada e reaparelhada ao encontro das demandas da sua extensa área de influência, onde uma população progressista de cerca de 3 milhões se espalha por São Paulo, Minas Gerais e Goiás, promovendo atividades, levando riqueza e carreando progresso.

Eis em linhas gerais o que de mais importante já foi realizado ou está em execução dentro do amplo programa de reerguimento da Estrada:

1) Aquisição de 30 locomotivas diesel elétricas de fabricação GM G12, de 1.425 HP

2) Aquisição de 23 locomotivas diesel elétricas GM GL8, de 950 HP

3) Construção, em suas oficinas, de 16 modernos carros de passageiros, dos quais 7 já estão em tráfego

4) Construção, já ultimada, da variante da Lagoa Branca a Tambaú, na extensão de 48 quilômetros *[eram 56 km], com rampa máxima de 0,5% e raio mínimo de 573 metros

5) Construção, em andamento, da variante de Bento Quirino a Ribeirão Preto, na extensão de 50 quilômetros *[eram +/-53 km] de rampa máxima de 0,6% e raio mínimo de 625 metros

7) Construção, em estudo, da variante de Ômega a Araguari, na extensão de 60 quilômetros *[eram +/-55 km], com rampa máxima de 1,5% e raio mínimo de 382 metros

8) De 1956 a meados de 1960, foram substituídos trilhos em 730 quilômetros de linha

9) De 1957 para cá, estão em plena execução [o] reforço e revisão de lastro de pedra britada e o aumento de número de dormentes para 1.667 unidades por quilômetro

10) Instalação de 4 equipamentos completos para britagem de pedras, cuja produção nos 7 primeiros meses de 1960 atingiu a 112.000 m³

11) Instalação, em Ribeirão Preto, de equipamento completo de soldagem de trilhos, onde serão preparadas barras de 120 a 140 metros de comprimento

   

Trilhos

  
Brasília e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
Plano de Metas | Mudança do tronco | Retificação de trechos | Reaparelhamento | Pátios e estações | Dieselização acelerada
Tronco | Rio Grande | Catalão (1) | Igarapava e Catalão (2) | Quadros da retificação | Abertura de trechos até 1944
Mapas: 1984 | 1970 | 1954 | 1898 | Locomotivas em 1921 | Locomotivas Fepasa | Caboose
Referências
RF, 1957: 5 de 30 locomotivas G-12 | RF, 1960: 23 locomotivas GL8 | RF, Out. 1960: Um grande plano
Correio Paulistano, 1963: Retificação | Refesa, 1970: Retificação para Uberaba
Cury: Concessões e trilhos | Cury: Cronologia | Suplemento RF 1945 | Suplemento RF 1960 | Relatório CMEF 1956-1959
As ferrovias na construção de Brasília
As opções em 1956 | Logística | Ferreocap | 1957: Decreto-convênio | 1962: Des-ferreocap
A chegada do trem a Brasília
Um trem para Brasília | O primeiro trem para Brasília
"Trens de luxo para Brasília" | Expresso Brasil Central | Reinauguração do Bandeirante
Ligação Santos-Brasília | Balanço de fim de jornada
Pátio de Brasília será o maior | A nova estação de Brasília
Abastecimento de combustíveis | Variante Pires do Rio e mudança do DNEF
A logística da construção | As ferrovias da Novacap
4ª viagem Experimental de trem para Brasília | Os trens experimentais do GTB
Brasília nos planos ferroviários (DF)
Ferrovias concedidas do plano de 1890 | EF Tocantins | Cia. Mogiana | Ferrovia Angra-Catalão | EF Goiás | Ferrovia Santos - Brasília
O prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil | A ferrovia da Cia. Paulista | Ferrovias para o Planalto Central | Documentação
Brasília e a ideia de interiorização da capital
Varadouro | Hipólito | Bonifácio | Independência | Vasconcelos | Império | Varnhagen
República | Cruls | Café-com-leite | Marcha para oeste | Constitucionalismo | Mineiros | Goianos
CC | A origem da “história” | Ferrovias para o Planalto Central
  

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