Página inicial do site Centro-Oeste
Página inicial da seção Ferrovias do Brasil
Ferrovias | Mapas | Estações | Locomotivas | Diesel | Vapor | Elétricas | Carros | Vagões | Trilhos Urbanos | Turismo | Ferreomodelismo | Maquetes ferroviárias | História do hobby | Iniciantes | Ferreoblog | Ferreosfera | Ferreofotos | Ferreoclipping | Livros | Bibliografia | Documentação | Links | Atualizações | Byteria | Mboabas | Brasília | Home
  
 
  

Cia. Mogiana de Estradas de Ferro
Relatório 1960
(ref. 1956-1959)

RF, Estradas de Ferro do Brasil. (início de) 1960
p. 143-153

Trechos do relatório “do presidente dessa empresa em satisfação a seus clientes”

Recuperação de ferrovia

A Mogiana desenvolve atualmente intenso programa de recuperação de seus serviços. Já citámos o fato. Para melhor informar, entretanto, vamos reproduzir o que sobre o mesmo esclareceu o presidente dessa empresa em satisfação a seus clientes.

« No decorrer de 1956, pôde a Mogiana obter um empréstimo do Banco de Desenvolvimento Econômico e com ele iniciou, praticamente, a sua recuperação, adquirindo na Alemanha uma ponte grande, metálica, de 84 metros de vão, que foi montada sobre o rio Araguari (antigo rio das Velhas), substituindo a antiga, que já não oferecia nem mesmo condições para reforço.

Reaparelhamento do material rodante

No mesmo ano, a Mogiana deu início ao reaparelhamento do seu material rodante, com a aquisição de 200 vagões metálicos e 30 locomotivas diesel-elétricas de 1.425 HP, das quais cinco compradas nos Estados Unidos e 25 no Canadá, e conseguiu adquirir, de fábricas nacionais, mais de 460 vagões metálicos. Iniciou a modificação de seu traçado, no trecho Cocais - Tambaú, com 18 quilômetros de extensão, onde havia rampas de mais de 2½% e curvas com raio de 100 metros, passando agora a rampa máxima de ½% e curva mínima de 500 metros. Este trecho já está em serviço. Na via permanente já foram substituídos 500 quilômetros de trilhos, com lastreamento dos mais perfeitos, graças à montagem de 4 instalações de britagem de pedra, em pedreiras da própria estrada. Tem sido substituída uma média de 400 mil dormentes anualmente, nestes últimos três anos. À vista do constante encarecimento dos dormentes e da dificuldade de obtê-los de boa qualidade, vem a Mogiana, desde há alguns anos, estudando a aplicação de dormentes de eucaliptos. Os resultados até agora obtidos têm sido animadores, a ponto de se prever que dentro em breve será essa madeira a mais empregada na dormentação daquela ferrovia.

Novas variantes

Em 1959 foi iniciada a construção da variante Bento Quirino a Ribeirão Preto, com 46 quilômetros. Suas obras deverão estar concluídas em 1960. Este novo traçado terá as mesmas características ora observadas na Mogiana, ou seja, rampa máxima de ½% e curvas mínimas de 500 metros. Dentro do programa de novos traçados, estão sendo ultimados os estudos definitivos para a construção da variante Uberlândia - Araguari, no Estado de Minas Gerais. O início das obras dessa variante, cuja extensão é de 63 quilômetros, é esperado para muito breve, pois os cálculos estão praticamente no seu término.

Novas locomotivas e vagões

Graças a uma quota de dólares US$ 5.320.000,00 que a Mogiana obteve de um empréstimo concedido pelo Eximbank à Rede Ferroviária Federal, a Mogiana vai adquirir mais vinte locomotivas diesel-elétricas; freios Westinghouse para a maioria de seus vagões; equipamento para suas oficinas, composto de máquinas operatrizes das mais modernas. Além disso, está terminando, em suas oficinas, a construção de uma primeira composição de carros que deverão entrar em serviço este ano. Pretende adquirir mais quatro ou cinco composições, inclusive carros-leitos, sendo alguns deles motorizados, com motores diesel.

Resultados da remodelação e reequipamento

Graças ao apoio que tem recebido, pôde a Mogiana aumentar sobremaneira a sua capacidade de transporte, realizando-o com ponderável economia. Com efeito, o transporte de mercadorias com a diesel-elétrica está sendo feito com um custo aproximadamente igual a 1/8 do custo de transporte feito pelas locomotivas a vapor, das quais a Mogiana ainda possui algumas em serviço. Os estudos feitos mostraram que o custo do combustível para o transporte de 1.000 toneladas-quilômetro, com locomotiva a lenha, foi de Cr$ 198,00 enquanto que com a diesel-elétrica o custo atingiu a apenas Cr$ 44,00. Quanto ao rendimento, o combustível diesel contido num único vagão-tanque é bastante para transportar mercadorias que, se transportadas com locomotiva a lenha, requereriam 101 vagões dessa mesma lenha. Com a entrada em tráfego das primeiras 30 locomotivas diesel-elétricas, pôde a Mogiana diminuir em 40 minutos o tempo do transporte entre Campinas e Ribeirão Preto, cujo percurso é de 300 quilômetros. As mercadorias, por sua vez, transportadas de Araguari, no extremo da linha tronco da Mogiana, a Campinas, passaram a requerer de 4 a 5 dias, em média, enquanto que com as locomotivas a vapor raramente se conseguiu fazê-lo em menos de 10 dias.

Construção do maior pátio ferroviário do Estado

Dentro de seu programa, a Mogiana iniciou este ano um plano de remodelação de grande número de suas estações, aumentando-lhes a plataforma e criando condições de maior conforto para os passageiros, com salas de espera, instalações sanitárias e outras conveniências para o público. O programa da Mogiana, neste tópico, deverá estar concluído no decorrer de 1960.

Em 1959 a Mogiana deu início à construção de nova estação Ribeirão Preto e de seu pátio ferroviário que será, provavelmente, o maior do Estado de S. Paulo. Medirá ele dois quilômetros de extensão por 600 metros de largura. Terá lateralmente uma área reservada para armazéns e indústrias que necessitarem para suas operações de chaves ferroviárias. »

  

 

Brasília e a Companhia Mogiana de Estradas de Ferro
Plano de Metas de JK | Mudança do tronco | Retificação de trechos | Reaparelhamento | Pátios e estações | Dieselização acelerada
Linhas da Mogiana
Tronco, Rio Grande e Catalão (1) | Igarapava e Catalão (2) | Quadros da retificação | Abertura de trechos até 1944
Mapas 1984 | 1970 | 1898 | Locomotivas em 1921 | Locomotivas Fepasa
Referências
RF, 1957: 5 de 30 locomotivas G-12 | RF, 1960: 23 locomotivas GL8 | RF, Out. 1960: Um grande plano
Correio Paulistano, 1963: Retificação | Refesa, 1970: Retificação para Uberaba
Cury: Concessões e trilhos | Cury: Cronologia | Suplemento RF 1945 | Suplemento RF 1960 | Relatório CMEF 1956-1959
Segawa: As estações de Bratke | Dias: BNDE & Plano de Metas | Lafer: Plano de Metas | Lacerda: BNDES & cargas | Bibliografia
1956: Logística | 1956: Ferreocap | 1957: Decreto-convênio | 1962: Des-ferreocap | As opções em 1956
A chegada do trem a Brasília
Um trem para Brasília | O primeiro trem para Brasília | O trem de Brasília | Trem da Mogiana
"Trens de luxo para Brasília" | Expresso Brasil Central | Reinauguração do Trem Bandeirante
Ligação Santos-Brasília | Balanço de fim de jornada | | Pátio de Brasília será o maior | A nova estação de Brasília
Abastecimento de combustíveis | Variante Pires do Rio e mudança do DNEF
A logística da construção | As ferrovias da Novacap | Os trens experimentais do GTB
Brasília nos planos ferroviários (DF)
Ferrovias concedidas do plano de 1890 | EF Tocantins | Cia. Mogiana | Ferrovia Angra-Catalão | EF Goiás | Ferrovia Santos - Brasília
O prolongamento da Estrada de Ferro Central do Brasil | A ferrovia da Cia. Paulista | Documentação
Brasília e a idéia de interiorização da capital
Hipólito | Bonifácio | Independência | Vasconcelos | Império | Varnhagen | República | Cruls | Café-com-leite
Marcha para oeste | Constitucionalismo | Mineiros | Goianos | Ferrovias para o Planalto Central
  
 
    
 
Página inicial do site Brasília
Página inicial do site Brasília
Vias | Rodoviária | Centro | Asa Norte | Asa Sul | Cidades | Metrô-DF (Clipping) | Trem | Plano Piloto | História | Livros | Links | Help | Home
Sobre o site Centro-Oeste | Contato | Publicidade | Política de privacidade